Eu sei que fumar mata. Mesmo que não estivesse escrito no rótulo, dá para supor que faz mal. Conheço gente que fuma há anos e um dia, por causa do tabaco, vai morrer. Pode ser aos 40, 70 ou 100.
Por isso nem hesitei quando li a advertência na caixa de charutos. Comprei-a, com a satisfação de ter às mãos um modelo cubano. De Havana. E se realmente o fumo matasse, o que seria do Fidel?
Os charutos chegaram a mim pela bagatela de 6,5€. Multiplique isso por 2,6 e terás uma média do preço em reais. A caixa tornou-se minha “menina dos olhos”. As cinco unidades vêm embaladas com finesse, individualmente, numa espécie de tubo de ensaio.
O fabrico, o cuidado, a preservação, o corte, o acompanhamento... tudo é importante num charuto. Fumá-lo é um ritual, tal qual na degustação do vinho e na apreciação do café. Não se traga. A fumaça deve percorrer a boca, para os sabores serem sentidos.
Amanhã, no aniversário de um amigo português, estreio a caixa. Ou como diria o título de um ótimo filme francês: é o primeiro dia do resto de minha vida.





